Livros que nos inspiram: 'Em defesa do erro' de Katheryn Schulz

Paradoxalmente, vivemos em uma cultura que despreza o erro, mas, ao mesmo tempo, insiste que é fundamental em nossas vidas. Admitimos que o erro é algo natural, é por isso que damos de ombros e dizemos que somos humanos quando cometemos um.

Mas, ao mesmo tempo, tentamos por todos os meios reconhecer que cometemos um erro, não apenas na frente dos outros, mas também na nossa frente, graças a todos os tipos de preconceitos sutis. Ao mesmo tempo, nos alegramos com os erros dos outros e incentivamos os debates apenas para trazê-los à luz e nos sentirmos melhor conosco.

Opinião como socialização

De tudo isso, e muitas outras coisas, o jornalista fala Katheryn Schulz em seu livro Em defesa do erro, um dos melhores que já li há muito tempo. Especialmente porque contém um capítulo dedicado a um sistema que inventamos alguns séculos atrás para evitar um erro até agora inédito: o método científico.

Pelo contrário, todos nós continuamos a precisar de uma opinião, embora as opiniões não tenham mais tanto peso quanto as evidências ou experimentos científicos. Talvez porque as opiniões, na realidade, não tenham outro propósito senão a socialização.

Ao mesmo tempo, ele nos convida a fazer uma jornada fascinante pela falibilidade humana, de condenações erradas a divórcios, de falhas médicas a catástrofes marítimas, de profecias fracassadas a memórias falsas, de "Eu te disse!" para "cometemos erros".

Em defesa do erro É um livro inspirador e, portanto, nos inspirou a escrever artigos em Xataka Science como:

-Os 4 erros de Bacon (dos quais devemos aprender).

-A mulher que era cega, mas não acreditou.

-O culpado do crime foi um fantasma e outras idéias sobre irracionalidade.

Em defesa do erro (O olho do tempo)

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