Lesões cardíacas graves já foram revertidas em camundongos: humanos são o próximo passo

Por meio de um experimento realizado com ratos de laboratório, um grupo de pesquisadores do Texas Heart Institute (Estados Unidos) descobriu que o coração dos ratos pode ser completamente regenerado, a ponto de reverter ferimentos graves em apenas seis semanas.

Como conseguir isso?

Para alcançar esse efeito, publicado na revista Natureza, os pesquisadores silenciaram Atividade de hipopótamo, uma via de sinalização ou comunicação que existe dentro das células do coração e que impede a proliferação e regeneração de cardiomiócitos (células do músculo cardíaco capazes de se contrair espontaneamente e individualmente).

O hipopótamo impede a proliferação e regeneração de células musculares cardíacas adultas, que podem ser extrapoladas em humanos e, portanto, não dependem da má disposição dos corações para transplantes em casos críticos. E é que o Hipopótamo tem uma dupla função: induz as células musculares do coração a proliferar e sobreviver no coração lesionado e também o aparecimento de fibrose é alterado.

Em nosso país, mais de 117.000 pessoas morrem a cada ano por esse tipo de doença, de acordo com dados da Fundação Espanhola do Coração (FEC), portanto esse tipo de progresso é muito promissor para combater esse número crescente de mortes.